A partir de certo número de conexões em relação ao número de nodos, começam a ocorrer na rede fenômenos surpreendentes, que não dependem, ao contrário do que se acredita, do conteúdo das mensagens que trafegam por essas conexões. Quanto mais distribuída ou menos centralizada ou descentralizada (i. e., multicentralizada) for a topologia da rede, maiores são as chances de tais fenômenos ocorrerem. Esses fenômenos – como o clustering e o swarming (enxameamento), a autoregulação sistêmica, a produção de ordem emergente e/ou a desconstituição de ordem pré-existente (ou remanescente) e a redução do tamanho (social) do mundo (crunch) – não podem ser adequadamente captados e explicados pelas categorias e hipóteses (que compõem as teorias) tradicionais das ciências sociais.
O mesmo se pode dizer da dinâmica endógena das redes, que também envolve uma fenomenologia ainda não compreendida, como a pulsação e a intermitência, os múltiplos laços de realimentação de reforço (feedback positivo), a iteração (ou reiteração), o “relâmpago” e o assembleiamento, o loop e a reverberação.
Como todos esses eventos dependem, dentre vários outros fatores, do número de conexões e de nodos e do grau de distribuição da rede, para investigá-los é necessário discutir as topologias de rede. No espaço-tempo dos fluxos, a topologia, se não determina, pelo menos condiciona fortemente a fenomenologia. Clique aqui para continuar lendo.
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